"Quem lamenta as suas perdas, olha para os seus próprios pés. E quem olha para os seus pés, acha que o mundo é do tamanho dos seus passos."
August Cury
"Quem lamenta as suas perdas, olha para os seus próprios pés. E quem olha para os seus pés, acha que o mundo é do tamanho dos seus passos."
August Cury
É incrivel como existe sempre alguém que têm uma opinião sobre tudo! Que acredita que a sua opinião é mais válida que a do outro. Que é detentora de uma verdade sobre algo que ela apenas conhece parcialmente. Que é capaz de julgar e criticar o outro porque simplesmente pensa e sente de forma diferente.
Mas a verdade, é que hoje mais do que ontem, eu decidi que nada disso me tira a paz que sinto.
Em vários momentos da nossa existência, somos invadidos pelo desalento, pela frustração e até por uma dor que nos dilacera o ser. E apesar de existir em nós uma vontade de partilhar o que sentimos. Mas escolhemos demasiadas vezes não o fazer. Porquê? Porque não queremos que os outros se sintam sub-carregados ou com a obrigação de nos ouvirem. Porque não queremos mostrar ao mundo a nossa fraqueza naquele momento. Ou que possam nutrir um sentimento de pena. Não queremos nem desejamos que nos digam o que fazer ou dizer. Não! No fundo, apenas ambicionamos que nos oiçam. Sem julgamentos. Sem dedos acusadores. Que apenas nos escute e nos deixem escolher. Pois nós já sabemos que é apenas um dia ou um momento mau. Mas passa! Afinal tudo passa!
É uma linha ténue aquela que separa a razão da emoção, a loucura da paixão, a verdade da mentira, o medo do amor, o poder e o dever. É ténue a linha do altruísmo e do egoísmo, e quase imperceptível a linha que separa a inveja e a amizade. Porque a critica é sempre mais fácil do que o reconhecimento. Porque o julgamento é sempre mais rápido do que a tolerância. Porque o parecer é sempre mais aliciante do que o ser.
Demasiadas vezes alteramos os factos porque nos dão jeito. Demasiadas vezes contamos as coisas que nos interessam. Demasiadas vezes partilhamos o trecho de vida que nos faz ter sempre razão. Demasiadas vezes só importa aquela fracção de segundos para que o nosso ego fique cheio de uma razão vazia. E a história repete-se vezes e vezes sem conta! Sabemos que não somos donos de uma razão totalizante, mas queremos ser donos de uma razão momentânea, seja lá o que isso representa, porque sabemos que existem sempre dois lados da história, porque percebemos e sabemos que as coisas são de outra maneira, mas é preciso mudar o sentido do jogo a nosso favor! E às vezes a qualquer custo! Não nos importa a injúria que podemos provocar no outro. Não nos apoquenta o falso julgamento. Não nos retira o sono a mentira que se cria e que se acredita ser verdade! Não nos perturba o nosso egoísmo na alteração dos factos. Não! O nosso ego faz-nos acreditar piamente que somos sempre a parte prejudicada, que o outro não fez, não disse, não pensou um único momento em nós. Que a nossa parte da história é que é a mais certa, a mais fiel e aquela que mais importa no meio disto tudo. Nada mais errado! É só e apenas o nosso olhar sobre toda a situação. Por isso não nos enganemos, nem tenhamos a mínima ilusão nem tão pouco criemos a expectativa que a mentira vai triunfar. Porque a verdade tarda mas não falha! E quando chegar… Será revelada toda a história, todos os factos, todos os trechos. E nada será igual... E ai será tarde porque o outro já apagou a luz e fechou a porta!