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Ainda não acabei

"Quem lamenta as suas perdas, olha para os seus próprios pés. E quem olha para os seus pés, acha que o mundo é do tamanho dos seus passos." August Cury

"Quem lamenta as suas perdas, olha para os seus próprios pés. E quem olha para os seus pés, acha que o mundo é do tamanho dos seus passos." August Cury

Por agora...

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De repente tudo acabou...
Foram anos de um casamento.
De um projeto.
De uma família.
De um sonho.
Que de um momento para o outro termina.

Fiquei sem o chão que me sustentava.
Sem o abraço que me protegia.
Sem o corpo que conhecia de cór.
Sem o sorriso que me enchia a alma.
Porque de repente tudo acabou...

Onde foi que falhei?
Onde foi que falhaste?
Onde foi que falhámos?
Simplesmente não sei.
Só sei que terminou.

E agora?
Todos me dizem, que existe vida para lá disto. Que algo melhor me está reservado. Que novos sonhos irão acontecer!
Mas que vida? Se a minha vida era contigo.
Melhor? Tu eras a melhor.
Novos sonhos? Mas tu és o meu melhor sonho.
Mas de repente tudo acabou.

Talvez um dia volte a amar.
Talvez um dia volte a sonhar.
Talvez um dia me volte a entregar.
Mas por agora, só te quero a ti.

 

Parece fácil...

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Mudam as estações
E mudam as horas.
Mudam as paixões
E mudam as regras.

Mudam as cores
E mudam os traços.
Mudam os odores
E mudam os abraços.

Mudam os cheiros
E mudam os sabores.
Mudam os mensageiros
E mudam as dores.

O que não muda,
é a forma como devemos tratar os outros.
Pois a vida reinventa-se em cada entrega, em cada partilha, em cada momento da nossa existência.
Que se mude a espessura do traço do nosso pincel, mas que nunca se deixe acabar a tinta que lhe dá cor.

Rasgando horizontes

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Existe quem ache que a vida se faz de rotinas, de monotonias,
de horas que se sucedem e dias que passam.
Onde tantas vezes o que importa, não são as Histórias que são escritas diariamente,
nem as memórias que são criadas das partilhas ou de entregas..
O que importa é saber sempre o porquê das coisas,
saber tudo, para que dessa forma possámos controlar tudo ao nosso redor.
Como se isso fosse humanamente possível.
Sem perceberem que viver, é como uma barca,
onde sabemos que haverão dias de vento em que podemos seguir à sua boleia,
mas também haverão outros em que para avançarmos, teremos de remar.
Onde precisamos de confiar nas nossas capacidades e limitações.
Onde a força reside no interior de cada um.
Onde o silêncio é paz.
E as palavras de gratidão.
Mas é preciso saber que não importa o tempo que se demora nem como se chega,
porque no cais Alguém nos espera de braços abertos.
Por isso, aquele que acha que tudo controla,
rapidamente perceberá que se perde.
Porque a vida dá volta e voltas...
E o Homem teima em criar raízes. 

Do outro lado.

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Cada dia é uma nova oportunidade que nos é dada,
uma nova janela que se abre,
diante dos meus sonhos e do meu ser.
Onde o copo não está meio vazio, mas pode ficar meio cheio.
Onde o que sou não é fundamentado no que os outros acham.
Onde a marca que deixo naqueles com quem me cruzo é parte do meu ser.
Onde a felicidade depende de mim e não dos que possuo.
Onde cada minuto traz consigo a eternidade finita do momento.

Mas os dias sucedem-se,
as oportunidades passam,
os sonhos desfazem-se,
perdemo-nos por entre becos e encruzilhadas,
e com o passar dos dias, perde-se o sentido da vida.

Balanço

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É uma forma única,
num jeito singular.
É um sorriso cativante,
de uma curva incomparável.
É um desejo ardente,
num corpo limitado.
É uma vontade arrebatadora
numa necessidade controlada.
É um olhar sereno,
nas conturbadas vicissitudes
Em suma,
é uma vida preenchida,
num tempo sem pressa.
Onde o equilíbrio é mais do que uma palavra,
é o mastro desta barca que somos.

Sopro de uma vida

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sem desapego,
sem vaidade.
sem desespero,
sem maldade.

Sem orgulho,
Sem magoar.
Sem barulho,
sem quebrar.

E no seu interior apenas existia aceitação e dedicação.
Sabia que não havia voltar a dar.
Por isso, abraçou a causa como sendo sua e despiu-se dos seus sonhos e dos seus projectos.
Pois sabia que no final, que este era:

Desabafo!

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Individualidade,
É esta palavra que assusta.
Que cria barreiras e coloca rótulos.
Que repudia e quebra sonhos.
A individualidade,
diz que cria Homens sós,
que os torna mais distantes
e mais centrados no seu EU.
Que os faz sofrer de um certo "umbiguismo".
Será que é verdade?
Sun Tzu escreveu: "Conheces teu inimigo e conhece-te a ti..."
E Jeremy Bentham escreveu: "É inútil falar do interesse da comunidade, se não se compreende qual é o interesse do indivíduo."
Então se assim é porque teimamos em achar que a nossa individualidade deve desaparecer para que possamos amar, para que possamos ser felizes, para que possamos ser pais, filhos, amigos, etc.
Afinal, não fará tudo isto parte do indivíduo que sou?
Não são todos eles parcelas do meu Eu?
Porque me pedem para renunciar a todos em função de um deles?
Porque me apontam o dedo?
Porque me fazem sentir "anormal"?
Se afinal sabendo quem sou em todos os momentos,
consigo ser pleno,
consigo dar aos outros o melhor de mim.
Porquê?

 

É assim que nasce....

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 A cadência de palavras que surgem de forma inesperada e que se ligam e unem de uma forma inexplicável, dando forma a um sentir, a um pensar.
E eu limito-me a tentar ordena-las de um maneira que façam sentido (o meu sentir), que não percam o seu significado e importância. Para que exista um final, uma conclusão (como se tudo na vida tivesse sempre uma) mas é urgente que tenha.
Porque uma vida sem conclusões é uma vida vazia de formas, de significados mas é acima de tudo uma vida sem decisões.
E existem decisões que nos marcam;
Palavras que prevalecem;
Sentimentos que não desaparecem;
Cheiros que ficam;
Toques que não se esquecem.
Pensamentos intemporais.
Tanta coisa infinita, para algo tão limitado, tão insuficiente, tão frágil.
Mas a palavra tem uma força incalculável, que é preciso respeitar e colocar de forma correta, para que não se perca no infinito, onde não é nada e é tudo ao mesmo tempo.
Onde o que importa não é quem sente e como sente mas a forma lhe dá, como a usa.
E é tão fácil alterar a sua essência...

Personagem principal...

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Demasiadas vezes a nossa preocupação vai para lá daquilo que o outro merece.
E nem sempre é algo recíproco, e isso dói.
Demasiadas vezes o nosso primeiro pensamento é para o outro.
E poucas vezes o contrário acontece, e isso dói.
Demasiadas vezes esquecemos as nossas coisas para socorrer as coisas do outro.
E tantas vezes sem que a gratidão se faça sentir, e isso é frustrante.

Colocamos os outros à nossa frente e esquecemos o mais importante, a personagem principal da história, o nosso Eu.
Mas precisamos de nos educar no sentido de perceber, que nos devemos libertar de pessoas tóxicas.
Porque a nossa vida é liberdade, amor e gratidão.

 

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