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Ainda não acabei

"Quem lamenta as suas perdas, olha para os seus próprios pés. E quem olha para os seus pés, acha que o mundo é do tamanho dos seus passos." August Cury

"Quem lamenta as suas perdas, olha para os seus próprios pés. E quem olha para os seus pés, acha que o mundo é do tamanho dos seus passos." August Cury

Nunca vais sozinho...

Existe em cada um de nós a estrondosa capacidade de sofrer em silêncio.
E não importa o tamanho desse sofrimento que possámos estar a sentir, aquilo que nos fere, é o achar que ninguém ao nosso redor irá compreender verdadeiramente o nosso problema.
E vivemos fechados nesta redoma de "verdadezinhas" que inventamos.
Achamos que carregamos "fardos" demasiadamente pesados para a nossa humanidade.
Tantos problemas, tanta dor, tanto desespero, tanta injustiça e maldade...
E de dentro do nosso ser saem sempre as mesmas questões: 
"que mal fiz eu?"; 
"porquê eu?"
...
E olhamos para alto à espera de resposta....
E apenas escutamos eco da nossa pergunta...
E voltamos a gritar com mais força, porque Ele pode não ter ouvido...
Mas faz-se um silêncio brutal...
Então o desespero e a angústia invadem o nosso ser...
E num gesto arrogante questionamos:
"Onde estás Tu?"
"Porque não me respondes?"
...
Mas não foi Ele que nos deixou sem resposta...
Não será esta voz de dentro, a voz d'Aquele a quem buscamos?
Então, porque não a deixamos falar?
Porque temos medo de estarmos a sós com ela?
E mais uma vez, escolhemos o mais fácil, o menos doloroso...
Não é Ele que não nos respondes, somos nós que não O deixamos falar...
Mas é hora de deixarmos de fugir, e de arranjarmos desculpas.
É hora de deixarmos de apontar o dedo ao outro e olharmos para o nosso íntimo e nos assumirmos.
Tal como somos...
Sem medos, sem máscaras.
Somos santos e pecadores;
Somos bons e maus;
Somos razão e emoção.
Somos tudo isso e muito mais...
Mas é chegado o momento...
É este o momento!
É agora, que temos de rasgar os velhos hábitos, os velhos pensamentos e não termos medo...
Medo de partilhar;
Da lágrima;
Da solidão;
Da incompreensão;
Porque a vida é tão mais bela e fecunda, quanto maior for a nossa capacidade de partilharmos, de escutarmos e acima de tudo, de nos permitirmos ser alvo da ajuda do outro.
E desta forma experimentamos o doce sabor do amor.
Um amor que não julga, que não critica. Mas que se oferece a cada instante como sendo o melhor que temos para ofertar.
Por isso, temos de acreditar que mesmo sendo um caminho doloroso aquele por onde vamos, nunca vamos sozinho...
Saibamos ser humildes para pedir ajuda e misericordiosos para ajudar.
Sem vaidade, sem pensamentos impuros ou de superioridade.
E façamos caminho juntos, nesta certeza que quando ajudo um irmão, me ajudo a viver esta experiência de amor e de partilha. Que faz sentido, dizer "somos um"!
Ousemos nós ser fiéis uns aos outros e Ele será fiel em toda a nossa existência.


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