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Ainda não acabei

"Quem lamenta as suas perdas, olha para os seus próprios pés. E quem olha para os seus pés, acha que o mundo é do tamanho dos seus passos." August Cury

"Quem lamenta as suas perdas, olha para os seus próprios pés. E quem olha para os seus pés, acha que o mundo é do tamanho dos seus passos." August Cury

Cinderela do séc. XXI...

Longe vão os tempos em que na televisão passavam os "ursinhos carinhosos" ou até mesmo "O Tom Sawyer" e só tinhamos 2 canais... Hoje com mais de 50 canais, os muitos desenhos que vemos são os "Pokemon" ou "Os Power Rangers" que deixam muito a desejar...

Porém, não foram só as televisões que "mudaram" os desenhos animados... As histórias dos livrinhos mágicos, também deixaram de ser as mesmas... Senão vejamos um pequeno exemplo, como é a "nova" história da Cinderela no Séc. XXI...

"Há bué da time, havia uma garina cujo cota já tinha esticado o pernil e que vivia com a chunga da madrasta e as melgas das filhas dela.

A Cinderela (Cindy p’ós amigos), parecia que vivia na prisa, sem tempo para sequer enviar uns mails.


Com este desatino todo, só lhe apetecia dar de frosques, porque a madrasta fazia-lhe bué da cenas. É então que a Cindy fica a saber da alta desbunda que ia acontecer: Uma rave!!! A gaja curtiu tótil a ideia, mas as outras chavalas cortaram-lhe as bases.


Ela ficou completamente passadunte, mas depois de andar à toa durante um coche, apareceu-lhe uma fada do baril que lhe abichou uma farda baita bacana, ela ficou a parecer uma g’anda febra.

Só que ela só se podia afiambrar da cena até ao bater das 12.Tás a ver? A tipa mordeu o esquema e foi para a borga sempre a bombar.


Ao entrar na party topou um mano cheio da papel, que era bom comó milho e que também a galou logo ali. Aí a Cindy, passou-se dos carretos, desbundaram “ól naite long”, até que ao ouvir as 12, ela teve de se axandrar e bazou.

O mitra ficou completamente abardinado quando ela deu de frosques e foi atrás dela, mas só encontrou pelo caminho o chanato da dama.

No dia seguinte, com uma alta fezada, meteu-se nos calcantes e foi à procura de um chispe que entrasse no chanato.

Como era um ganda cromo, teve uma vaca descomunal e encontrou a maluca, para grande desatino das outras fatelas que ficaram anhar.

Fim: Tá-se bem."

O que me dizem?!?!

Uma braçada amiga

Farol...



Sempre fui e confesso que ainda sou, um apaixonado por faróis, apesar de serem um enorme cilindro em betão com dois holofotes no topo, acho que são magníficos.
Pois a sua missão é algo fantástica, guiar e alertar os barcos sobre a proximidade de terra... E se virmos bem, nem mesmo com a criação e aperfeiçoamento do G.P.S., levou a uma inutilização do farol.

Na verdade, aquilo que me fascina no farol é a sua simplicidade na construção, a beleza da sua missão, a sua persistência na execução da missão, a resistência face às tempestades e às novidades, etc.

Quando olho para um farol, recordo sempre que também eu devia ser assim:
- Uma luz que possa ajudar os que estão à minha volta;
- Ser humilde;
- Ser simples;
- Ser forte;

Mas bem sei, que tantas vezes, isto não passa de ilusão, pois o que acabo por ser é orgulhoso, vaidoso, fraco... E no final como acontece com os G.P.S., quando queremos uma rota e não funciona, e então pensamos «Não serves para nada!», deve ser isso que os que estão à minha volta, pensam...

Porém, aquele barco que se guiou pela luz daquele farol, encontrou um porto seguro, onde se abrigou e aguardou que a tempestade passe...
É quando penso em tudo isto, que sinto dentro de mim, uma crescente de perguntas, para as quais não tenho qualquer resposta...

- Quantos "barcos" conduzi até um porto seguro?
- Quantas vezes, fui luz para alguém?
- Quantas vezes, deixei que brilhasse Aquela Luz?
- Quantas vezes, fui eu sinal de esperança para aqueles que me pediram auxílio?
- Quantas vezes?

E percebo no vazio em que caio... Pois dentro de mim, não existe aquela luz igual a de um farol, mas sim, uma pequena chama...

E tu?
Que luz brilha dentro de ti?
É a luz de um farol? Ou de a luz de uma lamparina?

Uma braçada amiga

Sonhar

Ao som da música, deixo que a caneta deslize sobre o papel, como se ambos fossem unos. Aos poucos a minha mente começa a voar e começo a entrar no mundo dos sonhos, ou como sempre me disseram, o mundo onde tudo é possível.

Na verdade muitos de nós, os que se dizem adultos, deixaram este mundo há muito tempo... Dizem que não tem mais tempo para sonhar! Outros porém, dizem que os sonhos pertencem aos miúdos!

Eu acho, que um Homem não deve perder esta capacidade, porque um sonho, poderá nos levar até outros horizontes, nos fará sentir vivos...
Quando sonhámos, muitas vezes encontramos qualidades em nós, que até pensávamos não possuir.

Um simples sonho, poderá fazer crescer dentro de nós uma felicidade imensa.
Então porque deixámos de sonhar?
Porque nos achamos inferiores aos outros só porque admitimos que ainda possuímos a capacidade de sonhar?
Porque deixámos de pegar na mão da outra pessoa, e de lhe dizer "preciso que sonhes comigo!" ou " preciso de ti para realizar este sonho!"

Sonhar não é uma parvoíce, nem coisas de putos. É sim, uma capacidade de inovar, de imaginar coisas ou situações.
Sonhar é simplesmente acreditar...
Sonhar é sentirmo-nos vivos...
Sonhar é desejar ir mais além, sem medos ou preconceitos...
Sonhar é escrever...
Sonhar é rir...
Sonhar é partilhar...

Sonhar é...

Uma braçada amiga

" Porquê ficar de braços cruzados quando o maior Homem do mundo morreu de braços abertos..."

Hoje irei partilhar um testemunho que dei, quando uns amigos meus me lançaram o desafio de falar numa N.O.C. ( Noite de Oração Comunitária) em S. Jorge de Arroios. Aqui fica a minha partilha.

Esta noite, é-nos lançado um enorme desafio... " Porquê ficar de braços cruzados quando o maior Homem do mundo morreu de braços abertos..."

Tantas vezes na minha vida, o medo, me fez ficar de braços cruzados, fazendo-me criticar e julgar todos aqueles que ousavam sonhar ou ir mais além.
Era o medo!
medo de ser feliz...
medo de arriscar...
medo de ser gozado...
medo de ser julgado...
medo de ser apontado...

O medo! Apenas o medo...
E era isso, que na verdade, não me fazia estar no Mundo, na Igreja, na sociedade, nos movimentos de verdade.
O medo fazia-me andar cheio das minhas verdades, fazia-me uma pessoa auto-suficiente.
O medo afastava-me do Amor!

Mas um dia, conheci alguém que me mostrou, que fui sonhado para ser águia e não galinha, ou se preferirem, se posso ser uma locomotiva para quê ser carruagem?

E foi a partir daí, que em todos os meus sonhos, todos os meus projectos, o medo deixou de existir. Passando apenas a existir a vontade e o desejo de servir, de amar, de me entregar. Não uma entrega banal, nem momentanea, não!
Como diz o poeta:

" Para ser grande, sê inteiro:
nada teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda Brilha, porque alta vive."

A minha vida deixou de ser um estado de inércia, de braços cruzados, de espectador.
Passei a querer ser o realizador e o protagonista do filme da minha vida. E foi assim que me lançei em vários projectos...

Simplesmente porque deixei de estar de braços cruzados. E tu?

Porque será que tanto temes em entregar-te por completo? Tens medo?

Não é verade que aquilo que todos queremos é ser felizes?

Tu acreditas de verdade nisso?
Tu acreditas que é este Senhor que hoje te segreda « Não tenhas medo...»?
Não é verdade que queres ser, acima de tudo, feliz?!

Então permite-me que te diga: ACORDA!
Porque o Mundo, a sociedade, a tua familia, o teu grupo, a tua paróquia, precisam do teu coração para amar e as tuas mãos para servir, com todo o teu coração, com todo o teu amor.

Porque Ele te ensinou, me ensinou, nos ensinou : «... que se Eu, que sou mestre, vos lavei os pés...»

Porque teimamos em estar de braços cruzados, comunidade de S. Jorge de Arroios?


Chegou a hora de mostrar ao Mundo que a Igreja está viva, que pulsa dentro de cada católico esta sede se amar, de servir, de se desinstalar.

TU PODES MUDAR...
TU PODES ESCOLHER...


Uma braçada amiga

Coincidência... Ou talvez não!

Acabamos de entrar na semana santa, que tem início no Domingo de ramos e que vai até ao Domingo de Páscoa. Iremos viver tempos de enorme beleza e de grande profundidade, que só por si deviam mudar as nossas vidas para sempre...
Porém, não consigo pensar nesta estranha coincidência (ou talvez não...), que é o facto de o Domingo de ramos, ou seja, o dia em que Jesus entra em Jerusalém e onde o esperava um povo com ramos de palmeira na mão, a entoar cânticos de hossana. Uma entrada gloriosa de Jesus Cristo em Jerusalém, que em 2007 coincide com o dia 01 de Abril, o dia das mentiras...

Talvez estejas a perguntar mas o que uma coisa tem a ver com a outra?
Passo então a explicar...

Poderá ser uma coincidência... Direi mais, é uma estupenda coincidência...
Porque na verdade este dia, este momento, será uma mentira para Ele, pois o povo que o recebeu daquela forma, será o mesmo povo que irá gritar perante Pôncio Pilatos «Crucifica-o, Crucifica-o!»...
Em suma, aquele dia foi uma mentira nas suas vidas...

E eu?
E tu?
E nós?

Quantas vezes, as nossas vidas são grandes mentiras?
Em quantos momentos, elogiamos, aplaudimos o outro e no momento seguinte gritámos «Crucifica-o, Crucifica-o!»?

Não basta ter consciência que posso errar, é preciso não querer errar.
Precisamos de ser coerentes entre aquilo que dizemos e o que fazemos.
Que a tua, a minha vida não seja uma simples coincidência de gestos vazios, de frutos sem qualquer sabor...
As nossas vidas devem ser pautadas pela verdade e com a certeza de um verdadeiro cristão.
Porque é tempo de dizer, BASTA!
Basta de mentiras!
Basta de gestos vazios!
Basta de gestos rotineiros sem sentido!
Basta de tentarmos tramar os outros!
Basta de sermos UM nos bons momentos e sermos um grupinho nos maus!
BASTA!

Porque a Sua morte não foi uma mentira, nem o Seu amor uma utopia.
Ele sentou-se à mesa com pecadores e justos, partilhou a Sua vida com todos sem impor condições. Amou e ama todos da mesma forma.
Por isso, é tempo de mudar algo, comecemos pelas nossas vidas, para que não sejam... COINCIDÊNCIAS!

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