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Ainda não acabei

"Quem lamenta as suas perdas, olha para os seus próprios pés. E quem olha para os seus pés, acha que o mundo é do tamanho dos seus passos." August Cury

"Quem lamenta as suas perdas, olha para os seus próprios pés. E quem olha para os seus pés, acha que o mundo é do tamanho dos seus passos." August Cury

Caminhos...

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Demasiadas vezes não percebemos que tentar não é difícil, mas exige sacrifício.

Que a tristeza tantas vezes não se revela na lágrima, mas no sorriso.

Que a beleza do verbo amar não é a sua conjugação mas sim a sua realização.

Que ser-se "dono" da verdade não acrescenta nada à nossa existência, e é tanta vezes o prolongar da nossa teimosia.

Que o silêncio não é tantas vezes o sinal da indiferença, mas sim o sinal da humildade.

Que as palavras ditas sem pensar não passam disso mesmo... de palavras!
Mas ditas com sentimento, movem montanhas!

Que os mais belos gestos não são feitos no barulho das luzes. Mas na serenidade do momento!

Que exigir não é a medida a que o outro deve chegar, mas é a medida a que eu sou capaz de me dar.

Que facilidade traz doçura, mas a felicidade carece de fidelidade e radicalismo.

Que a monotonia é algo que se foge mas que nos traz segurança.

Que sonhar é fundamental mas é preciso coragem para enfrentar os medos e os desafios.

Somos seres dicotómicos, e não devemos ter problemas com isso.
Porque o errado não é mudarmos, mas não existir nada em nós para se mudar.

 

Imperfeição

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Esvazio a mente dos pensamentos mundanos.
Liberto o corpo do peso das dúvidas diárias.
Entrego-me sem medo, sem receio, sem condições à doçura do silêncio.
Há muito que compreendi que preciso dele.
Pois é neste momento que tudo em mim se equilibra.
Aqui não procuro desculpas nem "meias verdades".
Aqui não há facilidades nem fragilidades.
Aqui sou como sou.
Perfeito na minha imperfeição.
Certo na minha dúvida.
Racional na minha emoção.
Crítico na minha aceitação.
Mas acima de tudo frontal com aquele que tudo pode. EU! 

Sozinho.

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Sozinho.
Assim quis ficar.
Longe do barulho das luzes.
Escondido.
Por vergonha e incómodo.
Condenado publicamente.
Apontado e criticado.
Despojado da sua dignidade mas nunca do seu compromisso.
Sentiu no seu corpo as marcas da humanidade.
Desejou acordar das tormentas.
E agarrado ao que de melhor sabia fazer, Rezou!
Pediu perdão pelos outros.
Mas não afastou o cálice que os Homens lhe ofereceram.

E é neste homem prostrado sobre o chão que contemplo o maior compromisso de Amor e Fidelidade.
Porque ao olhar-te compreendo o que significa aquela expressão dito no monte das Oliveiras (onde juntos estivemos) : "Afasta este cálice de Mim, mas que não se faça a minha vontade mas a Tua!"

Um dia... O mundo saberá a força de um 266!

Voltas e mais voltas.

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 É um constante vai e vem, este onde me encontro.
Como se o mundo não tivesse infinitas ofertas e as opções fossem restritas.
É um baloiço de sentimentos. Onde aquilo que sinto não se adapta ao que observo.
E eu vagueio por entre verdades e mentiras, por entre vontades e palavras.
Apetece-me partir, mas tenho de ficar.
E mesmo aqueles que me rodeiam... Que me desculpem, mas há muito que não me identifico com eles.
Não gosto deste sentir.
Não me identifico com ele.
Mas também não lhe consigo dizer que não!
Estou perdido por entre gente que se diz determinada e convicta. Que sabe sempre o que quer, que nunca erra, que raramente tem dúvidas, que nunca falha uma previsão, que sabe sempre o que dizer em cada momento da sua existência.
E eu, em deambulações tentado perceber e compreender o que me vai na alma.
Porque de uma coisa sei.
Não busco a perfeição humana.
Apenas a felicidade de um ser vivo!

Entrega-te!

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São muitas as vezes que nos dizem que a vida é feita de
vitórias e de derrotas;
de chegadas e de partidas;
de lágrimas e de sorrisos;
de muitas decisões e de uma infinidade de consequências;
de alguns amigos verdadeiros e de muitos falsos conhecidos;
de gente que nos ama tal como somos e de uma inveja em ser como nós.
Que todos nos apoiam quando estamos na "crista da onda", mas que poucos nos ajudam a erguer.
Que amar magoa mas que não querer ser amado dói ainda mais.
Que o medo nos coloca amarras e que o amor nos faz ganhar "asas".
Que existem caminhos sinuosos onde apenas a coragem e ousadia são companheiros de viagem.
Que a injustiça não é coisa do passado, mas que é algo presente no coração do Homem.

Porém aquilo que nunca nos disseram ou ensinaram,
é que na vida não é mais feliz aquele que possui todas as riquezas do mundo,
mas antes aquele que sabendo da sua limitação se oferece ao outro para o fazer ser mais.
E é por isso, que a sociedade nos "cria" consumistas e a vida nos educa na entrega.

Porque afinal, onde estiver o nosso coração, ai está o nosso tesouro.

 

Para lá de tudo...

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Damo-nos ao outro sem grandes reservas.
Deixamos que entre. Que encontre. Que se faça uno. Que acrescente um pouco ao muito que nos falta. Que caminhe connosco. Que nos faça ver para lá desta nossa limitação humana. Que nos ensine a amar. A partilhar a dor que um dia possamos sentir.
Sem receios. Sem medos. Sem condições. É de uma forma consciente que o fazemos. É um passo certo este que damos. É ousar. É confiar. Mas acima de tudo, é acreditar.
E existe em nós a vontade que tudo possa dar certo. Que seja O ser que tantas vezes sonhámos.
É por esta desagradável verdade que um dia nos sentimos rasgados por dentro de cima a baixo.
Como se tivéssemos sido cortados por uma espada e atropelados por um camião.
Caímos de joelhos e com a expectativa por terra. E somos invadidos por uma necessidade de isolamento.
Compreendemos a dureza do coração humano. E a verdade de que o Mundo não pára à nossa espera.
Onde apenas os fortes são recordados e os fracos são esquecidos. Aí percebemos de que lado da história queremos estar.
Porque por muito que nos custe admitir, é na dor que se revela o verdadeiro carácter e a coragem. E na alegria, a generosidade e a expectativa. 

Escuta...

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"Serenidade!"
Quando tudo à nossa volta não pára de nos surpreender.
Onde o desaparecimento parece ser o mais fácil.
Onde questionar aparenta ser um jogo de batalha naval.
E respostas nunca serão as que queremos ou as que entendemos.

"Serenidade!"
Quando esconder a cabeça na areia parece ser a melhor opção.
Onde cada opção nos parece puxar mais para dentro do buraco onde nos imaginámos.
Onde a irritabilidade se concretiza nas mais pequenas acções.

É quando tudo isto me acontece que o grito do Eu ganha mais força e me diz:
"Serenidade!"

Porque não é nas alegrias que se mede a nossa força de vontade.
Nem que se compreende o tamanho da nossa resiliência.
Não será no momento mais escuro do teu ser que encontrarás o brilho dos outros.

"Serenidade!"
É pouco. É difícil. E é tantas vezes aquilo que não precisamos ouvir.
Porém o nosso Eu sabe que todas as fases na nossa existência, passam. E esta não é para provar algo a alguém. Nem por maldade superior.
Mas precisamos de evoluir. Precisamos de nos libertar.

Mas a liberdade tem um preço: a solidão.
E cada um de nós tem o antídoto: a Serenidade.

Rasga-te.
Reinventa-te.
Recebe.
Retribui.
E talvez um dia percebas que a "Serenidade!" não  te é dada, mas que é antes a tua maior dádiva a este mundo.

Por isso, respira fundo e escuta a palavra do teu Eu : "Serenidade!"

 

Arrisca!

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Assusta-nos o desconhecido. A mudança. A solidão. O não se ser reconhecido.

Assusta-nos encontros profundos. Expor-nos. Abrir mão do que somos. De sermos enganados.

Assusta-nos a conversa com o nosso Eu. A aceitação do que não conhecemos. A entrega total.

Assusta-nos a obrigação. O reconhecimento. O dogma. O Amor.

Assusta-nos a morte lenta. A vida fugaz. A partida e a chegada.

Assusta-nos confiar. Acreditar. Defender o que pensamos.

Assusta-nos o falar para os outros. O nosso silêncio. As palavras e os gestos.

Assusta-nos o julgamento do outro. A crítica. A maldade. O sofrimento.

Assusta-nos a vida que pede para ser vivida por e em amor.

E é o medo que nos atrofia. É preciso compreender que para vivermos em plenitude, temos que sair da nossa zona de conforto. Pois é desse lado que tudo acontece.
                    

 

Qual escolhes?

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Se um dia tivesses de escolher o tamanho da mala vida como seria?
Grande?
Pequena?
Média?
Castanha?
Cinzenta?
Na verdade não importa muito o tamanho ou a cor da mala que decides levar, porque na verdade em qualquer uma delas não és tu quem escolhe o seu interior, já está escolhido!
É lá encontrarás sempre verbos, sentimentos que apesar de universais são diferentes para cada um de nós

Lutas. Perdes.
Insistes. Desistes.
Abandonas. Sentes.
Amas. Entregas.
Confias. Sofres.
Caminhas. Caís.
Escolhes. Decides.
Consequência. Solidão.
Alegria. Partilha.
Agir. Acção.
Palavra. Vontade.

Novo EU!

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Os românticos que me perdoem. Os sépticos que me desculpem.
Mas hoje, tenho a certeza que a mudança (de postura, de atitude, o que seja) não é uma opção mas sim uma condição.

Nunca acreditei que alguém mudava só porque sim. Ou por amor.
Houve quem me dissesse que sim.
Porém, não conheci um único caso de mudança por vontade própria.
Conheci quem se tenha esforçado e que tenha regressado ao ponto inicial.

E cada dia que passa e que vou entrado na vida dos que se cruzam comigo,
compreendo que a única coisa que muda uma pessoa, é apenas e só, a dureza da vida.
A obrigação de ser forte. A necessidade de seguir em frente.

 

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